30/08/2014

Os extremos tocam-se. Cada qual com o seu igual

Os extremos tocam-se / Cada qual com o seu igual

Sem nenhuma surpresa, as revoluções islâmicas têm apoio de esquerdistas, que muito desejam a eliminação do Estado de Israel.

Pode parecer estranho que esquerdistas defendam ditaduras islâmicas. (1) Um Estado islâmico é um regime ditatorial «teocrático», conservador antiliberal. As ditaduras de Esquerda (socialismo comunista e socialismo fascista) são anticonservadoras, por pretenderem criar uma nova sociedade e uma nova cultura, supostamente científica, rompendo com o «passado»; ainda que as ideias de esquerda «valorizem» muito sociedades e culturas primitivas, não cristãs.

Sobretudo, a Esquerda valoriza qualquer coisa que sirva para destruir a moral judaico-cristã. Afinal, a Esquerda não é conservadora, mas… ultraconservadora! Ora, o islamismo surgiu depois do cristianismo, mas é um recuo em relação a ele.

Ainda que a Esquerda se pretenda muito progressista, é duma falta de criatividade assustadora, limitando-se a repetir os seus dogmas. Um dos mais famosos é o de que «a história de toda a sociedade até aqui é a história de lutas de classes». (2) Segundo esse dogma, os islâmicos são os coitadinhos proletários, pobres e oprimidos; o Ocidente (Estados Unidos, Europa, Israel…) é o malvado opressor, rico, burguês, capitalista e imperialista. A cassete do costume diz que os oprimidos precisam de fazer a revolução, para derrubar os opressores e implantar a «ditadura do proletariado» mundial. Interessa menos se essa ditadura é de Esquerda ou de Direita, desde que seja bem aterradora!

Estamos entregues! Valha-nos Deus!


(1) É uma «lógica» aparentemente estranha, embora não surpreenda!

(2) Onde não houver «luta de classes», a Esquerda encarrega-se de a criar e injetar, incluindo pelo terrorismo, para manter o dogma!


20/10/2013

Objetivos

Objetivos

Um pouco por todo o lado, muito se ouve falar mal da situação política, económica e social.

A maior parte das vezes, atribuímos as culpas a dirigentes políticos. Como é habitual, mandamos sempre as culpas para os outros. «A culpa morreu solteira.» Esquecemo-nos, porém, de que somos nós que escolhemos os políticos que comandam os nossos destinos terrenos.

Como podemos nós fazer as melhores escolhas, sem termos um conhecimento minimamente sólido de ciência política, filosofia, ideologias, estratégias, economia, sociologia, história, etc.?

Ainda assim, qualquer um julga ser muito entendido em assuntos políticos! Também não falta quem vote pelos mais variados motivos, por mais surrealistas que sejam.

Habitualmente, preferimos não levar em conta a gravidade desta situação! Com o nosso voto, podemos, inclusivamente, fazer que algum novo grande tirano chegue ao poder, como já aconteceu no passado!

Ao menos, deveríamos lembrar-nos de que não temos o direito de impor as nossas preferências pessoais às outras pessoas. Mas com que critérios devemos fazer as nossas escolhas? Como podemos saber escolher da maneira mais justa possível, usando um critério de verdade?

Impõe-se, portanto, que não sejamos irresponsáveis e que procuremos entender quais são os pilares da sociedade, para que os possamos segurar. Não esteja a nossa ignorância a dar o último empurrão para que a sociedade caia no abismo!

Não resolvemos nada em ficarmos deprimidos com certos acontecimentos! Em vez disso, apostemos, urgentemente, numa séria formação ideológica. Tentemos compreender as causas do que está errado na sociedade e façamos a nossa parte para o corrigir. Ao menos, façamos chegar esse conhecimento ao maior número possível de pessoas.


Subversão ideológica

Subversão ideológica é o mesmo que guerra psicológica. É a chave para entendermos o mau funcionamento de uma sociedade.

Para começarmos a estudar este assunto, Yuri Bezmenov parece-nos o autor mais acessível.



  1. A subversão nos países-alvo da extinta União Soviética — Palestra de Yuri Bezmenov.
  2. Subversão soviética da imprensa do mundo livre — Entrevista a Yuri Bezmenov: 1 | 2 | 3
  3. As quatro etapas da subversão — Yuri Bezmenov: 1 | 2 | 3

Ficheiros externos para descarregar e visualizar em modo de «tela cheia». Servem para fazer apresentações e palestras para grupos de estudo.
  1. A subversão nos países-alvo da extinta União Soviética (Palestra de Yuri Bezmenov) — Ficheiro PDF disponível AQUI ou AQUI.
  2. Subversão soviética da imprensa do mundo livre (Entrevista a Yuri Bezmenov) — Ficheiro PDF disponível AQUI ou AQUI.
  3. As quatro etapas da subversão (Yuri Bezmenov) — Ficheiro PDF disponível AQUI ou AQUI.

15/10/2013

Grau de esquerdismo (socialismo) individual

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Para compreendermos muito do que acontece por esse mundo fora, precisamos de conhecer as características do esquerdismo (ou socialismo), que provém duma mentalidade revolucionária. Esta mentalidade assenta na fé num futuro melhor tido como certo e na negação da experiência acumulada dum passado conhecido, pelo que é designada de progressismo.

Numa gradação do esquerdismo, podemos identificar seis graus. É bem possível que os seres humanos normais atinjam os três primeiros graus em algum momento da vida. Nas artes (particularmente na literatura, no cinema e no teatro), encontramos muito facilmente esses três primeiros graus.

1. Constatação de que o mundo real não é paradisíaco. — O mundo não é um paraíso, pois não é capaz de satisfazer todos os nossos desejos, e parece cheio de contradições.

2. Revolta contra a realidade e, consequentemente, contra o Criador dela. — O esquerdista sente-se um oprimido, uma vítima, e revolta-se contra essa suposta condição. A revolta contra a realidade é uma revolta contra Deus, o criador da realidade, considerando-O mau e incompetente.

3. Refúgio na fantasia, ideologia criada pelo próprio ou por outros. — Como compensação, o esquerdista nega a realidade, a verdade conhecida como tal. Vai-se convencendo de que está mal feita, pelo que tem de ser destruída e substituída pelas fantasias ideológicas dele. Já que o mundo não é um paraíso, ele vai tentar criar o seu próprio paraíso fictício. É uma postura de imaturidade infantil.

4. Tentativa de impor a ideologia ao máximo possível de pessoas. — Busca do poder político, social, económico, cultural, académico, científico, etc. A dominação pode ser conseguida pelo poder das armas, mas o mais habitual é usar a estratégia da subversão ideológica (infiltração, ocupação de espaços, domínio da opinião pública, etc.). Para credibilizar, a ideologia é disfarçada de ciência e de progresso. O esquerdista vai-se endeusando, considerando-se o dono da verdade, o «salvador da pátria», o único capaz de criar as soluções para todos os problemas. Bom e verdadeiro «é» o que ele decide decretar como tal, em função dos interesses imediatos dele. A suposta preocupação social, a promessa de um mundo melhor e de uma sociedade mais perfeita ou outras propostas ideológicas são meros pretextos, já que o futuro continuará sempre a ser futuro, e esse prometido mundo perfeito nunca chegará. Como só o «tribunal da História», no futuro prometido, poderá julgar o esquerdista, ele não espera ser julgado durante a vida. O «delírio de interpretação» passa a atacar outras pessoas.

5. Insatisfação constante, o que leva a procurar cada vez mais poder. — O esquerdista nunca está satisfeito, quer sempre mais, considerando que os fins justificam os meios para avançar para o que considera ser o progresso (progressismo). Pela fé num futuro paraíso prometido, todos os males são justificados no presente! Ele considera de «direita» tudo o que decide combater (por mais esquerdista que isso seja). Para ele, um outro esquerdista é, inevitavelmente, considerado como de «direita», reacionário, «neoliberal», burguês, capitalista, inimigo do povo, retrógrado, fascista, filisteu, medieval, etc., devendo ser eliminado!

6. Totalitarismo. — O esquerdismo é o caminho de Satanás, a serpente enganadora que tenta convencer os seres humanos a serem (como) deuses. Se não houver reação que trave o esquerdista, ele vai tentar dominar a totalidade da realidade. Ele acaba por se tornar um Mao Tsé-Tung, um Estaline, um Hitler…!

De um modo ou de outro, o esquerdismo é tão velho como a própria humanidade. A sorte é que, a maior parte das vezes, fica pelos três primeiros graus! Muito necessário, todavia, é reagirmos para cortarmos este grave mal pela raiz. De modo especial, devemos apostar seriamente na educação das nossas crianças e dos nossos jovens — não aconteça que algum «pequeno ditador» venha a ser um grande ditador, no futuro!


11/10/2013

Porque não sou socialista

Porque não sou socialista
100 razões para não ser socialista

O Socialismo é uma teoria que subordina o indivíduo à sociedade. Neste ambiente político, enquanto a individualidade de cada um lastimavelmente se perde, a sociedade encarrega-se de explorar o Estado até ao seu completo esgotamento. A subjugação da pessoa à mediocridade das maiorias, uma vez que os homens dotados de carateres inferiores são em número muito superior aos homens sábios e nobres, resulta numa ditadura de pensamento único imposto pelas massas embrutecidas e por quem as domina. O cidadão inteligente, habituado a pensar, é marginalizado. O socialismo, influenciado pelo individualismo protestante, abarca uma grande variedade de denominações, correspondendo a alguma diferença superficial, porém a sua essência é comum a todas as formas. A essência compõe-se pelas abstrações de Liberdade e de Igualdade forjadas nas lojas maçónicas. Neste campo confrontamo-nos assim com: o Socialismo Católico (uma fraude); o Socialismo Utópico (primórdios); o Socialismo Científico (comunismo) detentor de uma doutrina para além de internacionalista antipatriótica, antiburguesa logo contra as classes médias; a Social-Democracia; o Socialismo Libertário (anarquismo). Este leque tem similitude política com a direita liberal, o centro e a esquerda do leque político nacional.

1 - Não sou socialista porque a ideia sobre o Estado alimentar todos com subsídios e rendimentos mínimos não é feita com a intenção de resolver efetivamente o problema das pessoas, mas sim de resolver o problema da superprodução mundial. Já em 1818, enquanto a população aumentava 20 por cento, a produção crescia em 1500 por cento. Pessoas com dinheiro mas sem ocupação são consumidores por excelência; as massas têm de ter poder de compra para assim escoarem o excesso de produção. Mas a pobreza do Estado aumenta diariamente, as reservas de ouro (que são a garantia da sobrevivência do nosso povo) vão sendo transferidas dos cofres nacionais para algures fora das fronteiras. Desde 1974, já nos libertaram de mais de 500 mil toneladas de ouro. O colapso financeiro será uma inevitabilidade: a economia socialista é insustentável.

2 - O socialismo pugna, desde a sua origem com Robert Owen, no século XIX, para que não exista propriedade individual, para que não haja religiões e para não haja laços legais em matéria sexual, o que equivale ao fim da família. Acabando a família, acaba a raça, extingue-se um povo.

3 - Não sou socialista porque o socialismo, apostando tudo na sociedade e negligenciando o Estado e a pessoa, provocará a falência do Estado e o declínio da pessoa através da massificação.

4 - O socialismo é não só irreligioso como ainda ferozmente antirreligioso, especialmente anticatólico.

5 - Não sou socialista porque a livre concorrência, descartando a intervenção do Estado, provoca a concentração de fortunas, forma monopólios. Este feroz liberalismo socialista, encontrando as fronteiras escancaradas, permitirá que a concentração do ouro conflua para onde a exploração humana for maior. Expõe-se assim um paradoxo socialista: agrava-se a exploração do homem pelo homem no socialismo.

6 - O socialismo, permitindo a corrupção e a vigarice, descura os interesses dos mais fracos, dos mais pobres e dos mais honestos, que assim são vítimas fáceis dos mais oportunistas e dos astutos individualistas.

7 - Não sou socialista porque o Estado deveria intervir nos fenómenos económicos, a fim de conservar a sustentabilidade económica e de promover a harmonia entre empregados e empregadores. Mas o radicalismo socialista, fanatizado pela liberdade, não permite um Estado forte.

8 - O socialismo abomina a disciplina, porém a indisciplina gera destruição, e esta, infelicidade.

9 - Não sou socialista porque as promessas socialistas, que entusiasmam as massas embrutecidas, apelam para uma menor desigualdade na partilha dos recursos e por uma liberdade para todos, mas o resultado é precisamente o inverso: aumenta a desigualdade e diminui a liberdade.

10 - O socialismo abstém-se de moralizar homens e de credibilizar instituições.

11 - Não sou socialista porque, a fim de guiar os povos, outro famoso percursor do socialismo, amante das doutrinas do liberalismo económico, Saint-Simon, funda uma espécie de cooperativa internacional, composta dos sábios do seu tempo. Mas tudo o que labora na obscuridade dos grupos internacionais, tudo o que não é claro, é de desconfiar: não oferece credibilidade nem confiança.

12 - O socialismo caracteriza-se por um anticlericalismo feroz.

13 - Não sou socialista porque, com a chegada do socialismo ao poder, aboliu-se a autoridade, garante da ordem pública, e instituiu-se em seu lugar a liberdade cujo conceito é totalmente abstrato. O resultado é o aumento da anarquia.

14 - O socialismo apoia sistematicamente a ação do indivíduo contra o Estado, e apoia ainda as forças de desagregação antinacionais.

15 - Não sou socialista porque os metafísicos socialistas têm trabalhado no sentido de abalar as crenças teológicas. No entanto, os sábios que estão no topo da pirâmide socialista não se desligam das crenças milenares, nem adotam as falsas crenças, como as que impingem às massas.

16 - O socialismo desconhece o prazer do sacrifício, o gosto do cumprimento do dever, a satisfação de vencer a privação.

17 - Não sou socialista porque o socialismo transformou as massas de produtores em consumidores. Obviamente que as massas de consumidores, graças à insustentabilidade económica, desaparecerão com o tempo. O desgaste natural dos recursos ditará o fim dos consumidores considerados inúteis.

18 - O socialismo aposta nas teorias da gratuitidade, nos facilitismos e nos subsídios de tudo para tudo e para todos.

19 - Não sou socialista porque, no topo da hierarquia da sociedade freneticamente industrial, encontram-se os banqueiros que vão acumulando todo o ouro dos povos.

20 - O socialismo, visando derrubar todas as fronteiras, promove a propaganda anarquista, ataca toda a autoridade.

21 - Não sou socialista porque o socialismo tem as suas mais tenras raízes em sociedades secretas. A conspiração para a igualdade floresceu no obscurantismo das seitas, à margem da sociedade.

22 - O socialismo anda de mãos dadas com o positivismo, com o federalismo, com o laicismo.

23 - Não sou socialista porque ambos os sistemas económicos socialistas são maus; quer o sistema egoísta, com o seu individualismo, o «laissez faire, laissez passer» (preconizado por Bastiat), a concorrência desenfreada; quer o sistema da igualdade, que quebra os elementares princípios de justiça natural. A ideia socialista de que a natureza concedeu a todos os homens igual direito a todos os bens é falsa.

24 - O socialismo denegride o heroísmo e exalta o primitivismo.

25 - Não sou socialista porque, desde o início do socialismo, a abolição da hereditariedade é para cumprir. O comunismo fê-lo por decreto; o socialismo rosa fá-lo de forma suave. Diminui o poder de compra, de forma que a propriedade privada desapareça, e, por conseguinte, nada haverá para deixar como herança à descendência. Isto é hipotecar o futuro daqueles que estão para nascer. Neste contexto, lembramos o socialista Proudhon bradando que a propriedade é um roubo, argumentado que a propriedade é injusta e impossível.

26 - O socialismo sempre falou em nome do povo, para, desta forma, tirar o poder das mãos de muitos e o concentrar nas mãos de poucos.

27 - Não sou socialista porque o socialismo corrompeu o cristianismo, e da ideia de Buchez (1796) de que o espírito cristão não está em contradição com o espírito revolucionário nasce o aberrante socialismo cristão. Assim, a autoridade e a desigualdade instituída por Deus converteram-se em liberdade e igualdade. Entende-se ainda que o espírito da fraternidade organizará a sociedade de uma forma simultaneamente cristã e democrática. E assim chegámos ao medonho Socialismo de Sacristia.

28 - O socialismo abraça todas as podridões modernas. Apoia perversidades. O aborto (e outras mais) é deplorável, é lastimável.

29 - Não sou socialista porque, sempre que se pretende realizar um plano ilegítimo, o socialista revolucionário promove uma revolução e usurpa direitos aos quais não teria acesso. A subversão, valor satânico, é premiada.

30 - O socialismo disseminou a liberdade irregulamentada, incondicional, tornando-a valor sagrado. Castra em simultâneo a liberdade para educar.

31 - Não sou socialista porque o direito ao trabalho não faz parte dos planos socialistas. Na Europa socialista, o desemprego agrava-se diariamente.

32 - O socialismo vive da ambição, do desejo do poder pelo poder.

33 - Não sou socialista porque, na corrida louca pelas transformações económicas, verdadeiro objetivo socialista, todas as medidas se justificam como por exemplo a injusta e inútil lei da paridade, que obriga as mulheres, independentemente do mérito, a ocuparem lugares de decisão. Claro que para os planos socialistas serem satisfeitos os capitalistas investem milhões, mas os ganhos da cúpula capitalista serão altamente recompensados.

34 - O socialismo matou a alma do povo; a nação adulterou-se, ceifou o corpo orgânico, marcado por interesses comuns em expansão na maravilha da unidade.

35 - Não sou socialista porque um ícone de topo socialista, Fourier, chega ao ponto de afirmar que a moral mutila inutilmente a humanidade. Defende que as paixões más são boas porque ambas derivam da vontade de Deus. Esta alucinação não poderia ser mais contrária quer à moral cristã, quer mesmo à moral pagã greco-romana.

36 - O socialismo transforma a unificadora consciência nacional na particular e conflituosa consciência de classe.

37 - Não sou socialista porque o socialismo nunca quis compreender o mundo, mas sim mudá-lo. A verdade não tem qualquer relevância para as conceções socialistas. Como a Verdade não interessa, sobra a falsidade como farol, e, logicamente, constatamos o falhanço das teorias socialistas em todas as áreas, embora normalmente só se foque a economia ruinosa. A mudança acontece para que o poder balance e se concentre noutro lugar e sirva outros interesses e outros povos. Uma coisa é certa: os europeus perderam profundamente com as conspirações socialistas. Portanto pode-se concluir que o pólo dinamizador do socialismo está algures fora da velha Europa cristã.

38 - O socialismo é uma máquina de agregação de interesses, com a finalidade de privilegiar os interesses particulares e sectários.

39 - Não sou socialista porque, com o socialismo, a sociedade afasta-se da Nação.

40 - O socialismo não evita a decadência nem a perda de vigor evolutivo.

41 - Não sou socialista porque o socialismo luta sempre pelos direitos do homem, mas nunca pelos deveres, fomentando assim exércitos de parasitas, oportunistas e vigaristas.

42 - O socialismo, agarrado ao dogma igualitário, embrutece e empobrece, fomenta o terror das massas, cria os sub-homens, tal como diz Nietzsche.

43 - Não sou socialista porque no socialismo há sempre lugar para a violência e para o extremismo. Quer o comunismo quer o anarquismo são ramificações do mesmo esgoto socialista. A mentalidade revolucionária não olha a meios para atingir fins, recorrendo ao terrorismo e ao sindicalismo, coloca bombas, faz greves gerais e revoluções, destrói o setor produtivo, faz o que calha para mudar a sociedade, a fim de que os seus objetivos sejam cumpridos.

44 - O socialismo venera a liberdade, sem definir o seu conceito. A submissão instituída à liberdade indefinida conduz ao despotismo e à anarquia. Em lugar da concórdia, instala-se a discórdia.

45 - Não sou socialista porque o antipatriotismo lhe é inerente.

46 - O socialismo promove a anomia, a desordem. A ideia abstrata de liberdade conduz a que não se respeitem os outros, mas o problema é que todos gostamos de ser respeitados.

47 - Não sou socialista porque o socialismo tende para o totalitarismo: ora concentra o poder no Estado, ora num grupo restrito de capitalistas. A ideia do imperialismo socialista esteve sempre presente: sempre os socialistas abraçaram a ideia dum federalismo europeu, e, em última escala, a ideia do Governo Único Mundial.

48 - O socialismo tem um tentáculo que descristianiza a sociedade e outro que a judaíza. O valor do amor é trocado pelo valor do ouro.

49 - Não sou socialista porque o socialismo está possuído por um radicalismo paralítico, no sentido em que castra uma evolução natural. Revolução é oposto de evolução.

50 - O socialista troca de bom grado a razão pela sensação, pela paixão e pela imaginação.

51 - Não sou socialista porque o socialismo é brando no combate ao crime. A criminalidade aumenta assustadoramente a cada dia que passa e está totalmente fora do controlo das autoridades.

52 - O socialismo produz sociedades de consumo. Sobressaem os valores materialistas e hedonistas, onde a solidariedade e a fraternidade deixam de ser marcantes. Eis mais um paradoxo, pois um lema forte do socialismo é a fraternidade.

53 - Não sou socialista porque, na realidade, todo o socialismo é ateu e materialista.

54 - O socialismo condena a xenofobia, mas fomenta a xenomania.

55 - Não sou socialista porque o socialismo tem diferentes origens sentimentais, e ambas más: ora assenta no hedonismo, ora no utilitarismo.

56 - O socialismo não garante a tranquilidade aos povos. Em vez disso, coloca-os em permanente agitação, fomentando sempre uma nova perturbação na ordem estabelecida. A opinião pública é permanentemente excitada.

57 - Não sou socialista porque alguns socialistas, embora conhecendo a verdade (escutemos o socialista inglês Ruskin: «É preciso aceitar as relações sociais e naturais de subordinação e de comando, aceitar a desigualdade»), promovem a mentira.

58 - O socialismo baniu a arte dramática, altamente libertadora e que inspira o homem superior, colocando no seu lugar a decadente comédia e o drama, que só inspiram homens rasteiros.

59 - Não sou socialista porque o socialismo sofre de contradições internas que se vão agravando até provocarem a ruína total do sistema: entre as quais, a mais que evidente contradição entre liberdade e igualdade.

60 - O socialismo deseja o progresso, o fervilhar no caos, a dinâmica desregrada e atabalhoada. Assim, alimenta os apetites mais gananciosos, aumentando as desigualdades sociais, deixando visível o paradoxo socialista.

61 - Não sou socialista porque a liberdade política é uma ideia e não uma realidade. Não há igualdade na natureza: a própria natureza estabeleceu a desigualdade dos espíritos. Os carateres e as inteligências não são iguais entre os homens. As leis da criação estabeleceram a subordinação.

62 - O socialismo investe em todas as emancipações, alienando, dessa forma, os indivíduos das suas obrigações naturais. O incumprimento do dever arrasta as pessoas para a miséria, se não económica, certamente social. O ser independente em relação à realidade não é um bem, é um mal.

63 - Não sou socialista porque a liberdade transforma as pessoas em bestas, porque, sem a noção de Bem, estas colocam em evidência os piores instintos.

64 - O socialismo é claramente um movimento desagregador de famílias. Pode-se verificar isso na alta taxa de divórcios em comparação ao número cada vez mais reduzido de casamentos. Desde a instalação do feminismo e das emancipações atribuídas às mulheres, foi destruído o verdadeiro significado da família. Perpetuam-se, assim, as indesejáveis perturbações familiares.

65 - Não sou socialista porque, na sociedade socialista, a corrupção faz parte natural do sistema: todos convivem relativamente bem com os delitos contra o bem-comum e contra o Estado.

66 - O socialismo combate Deus, a Pátria e a Família; mas, fora destas realidades, não há prosperidade nem plenitude.

67 - Não sou socialista porque em tal teoria se abusa do recurso a empréstimos, aumentando exponencialmente a dívida externa, comprometendo assim a independência das nações e o futuro dos nossos filhos.

68 - O socialismo fala em nome do povo e manipula-o conforme os seus objetivos, mas o conjunto de pessoas que formam o povo tem pensamentos e necessidades muito diferentes.

69 - Não sou socialista porque o socialismo traçou a meta da mudança e do progresso, mas o fim poucos sabem qual é.

70 - O socialismo nutre o maior desprezo pela fidelidade, que é a fonte do respeito, de obediência e da felicidade, sustentada pela força positiva da aliança.

71 - Não sou socialista porque o socialismo recorre sempre ao argumento do sistema que se funda na vontade de todos para que seja possível o proveito de alguns.

72 - O socialismo prefere a paixão e a imaginação, secundarizando a razão e a verdade.

73 - Não sou socialista porque ministrar um ensino público sem religião e sem Deus é destruir uma civilização. Sobra a incompetência, o imoralismo, a deseducação, a mentira.

74 - O socialismo, agarrado ao positivismo, descartou-se do valor das coisas: a qualidade foi desprezada, chegou o relativismo, turva-se a verdade.

75 - Não sou socialista porque o socialismo promove a aculturação, de onde resulta a descaracterização dos povos e a perda irremediável da genuinidade, para além de quebrar as afinidades entre os indivíduos, produzindo assim a morte das culturas originais e a infelicidade das pessoas.

76 - O socialismo aderiu a todas as ruturas com todas as verdades eternas herdadas dos nossos ancestrais.

77 - Não sou socialista porque o socialismo favorece a apatia política, a indiferença, a desesperança, o conformismo, onde quem não se manifesta contra é considerado a favor do seu sistema.

78 - O socialismo subordina o homem à máquina, instituiu a competição e destruiu a fidelidade que garantia a união das pessoas.

79 - Não sou socialista porque no socialismo a vida não tem sentido transcendente: só resta a mediocridade espiritual.

80 - O socialismo só aceita a cultura política socialista. Daqui resulta um único padrão de orientação de massas, não de acordo com o bem, mas sim com o interesse. É o chamado pensamento politicamente correto.

81 - Não sou socialista porque a tolerância que o socialismo apregoa origina que as leis não se cumpram devidamente. O injusto triunfa assim sobre o justo.

82 - O socialismo domina e manipula as massas pela emoção e pela moda, levando ao desaparecimento da moralidade.

83 - Não sou socialista porque a ética socialista é a da convicção: incita cada um a agir sem se preocupar com as consequências, diz para vivermos como pensamos, sem pensar como vivemos.

84 - O socialismo recorre à lavagem cerebral das massas, através das instâncias de socialização (principalmente os órgãos de comunicação social e o ensino público), inculcando assim as suas convicções e contravalores, sempre para proveito de poucos, mas para prejuízo de muitos.

85 - Não sou socialista porque o socialismo, na demanda da igualdade, opõe-se a toda a hierarquia; mas sem hierarquia é impossível a ordem.

86 - O socialismo cria artificialmente necessidades nos indivíduos, de forma a conservá-los eternamente insatisfeitos. Desta forma se potencia o consumismo e se conserva a mentalidade revolucionária.

87 - Não sou socialista porque o socialismo é um totalitarismo encapotado - quer moldar o mundo à sua imagem, diz-se democrático mas não tolera partidos reacionários: todos são obrigados a aceitar as mudanças revolucionárias.

88 - O socialismo seculariza, substitui o sagrado e o misticismo por padrões pragmáticos e utilitários, desordenando assim o mundo; porém no caos não há felicidade.

89 - Não sou socialista porque o socialismo promove o multiculturalismo e a globalização. Consequentemente, cresce o desentendimento entre raças e etnias, o que dá origem a um mau estar social no início e, mais tarde, possivelmente, a indesejadas guerras civis.

90 - O socialismo, onde se instala, conduz uma boa parte da população à depressão e ao suicídio. Portugal tem 1 milhão de pessoas em depressão, e o suicídio é a oitava causa de morte.

91 - Não sou socialista porque o socialismo institui políticas antinatalidade, que levam à extinção dos povos. Isto reflete-se na organização das famílias e da sociedade. Por exemplo, são inadmissíveis os altos custos que exigem os infantários por cada criança. Estes impedem os casais submetidos ao socialismo de ter filhos.

92 - O socialismo investiu contra o homem europeu. Infelizmente, testemunhamos a deseuropeização do homem europeu, a desportuguesação dos portugueses, e por aí fora. Perdem-se as identidades, as tradições e o património cultural e civilizacional. Na Europa socialista, os europeus estão desenraizados.

93 - Não sou socialista porque o socialismo destruiu a hierarquia dentro do lar, o que provoca o fim da família. Uma vez que é impossível conviver em tal ambiente anárquico, só restam duas saídas: ou a violência doméstica baseada na lei do mais forte, ou o divórcio para evitar violências maiores.

94 - O socialismo tende a abolir a propriedade privada. Os filhos não herdarão nada dos seus pais. Neste momento, já é visível esta realidade. As pessoas estão cada vez mais desprovidas de bens e não têm poder de compra para os adquirir. Terão ainda de vender o pouco que têm para poder sobreviver.

95 - Não sou socialista porque o socialismo engendrou o feminismo, que é um movimento subversivo apoiado na luta de sexos, para o domínio da classe feminina. A consequência é o desequilíbrio e a instabilidade familiar, obrigando homem e mulher a competirem, em vez de se complementarem.

96 - O socialismo incentiva a imigração ilegal, direta ou indiretamente, aumentando assim o lucro dos patrões e aumentando também a taxa de desemprego.

97 - Não sou socialista porque o socialismo alimenta o individualismo, subordinando assim o interesse geral à conveniência particular. Coincide com o egoísmo, no plano moral. Como consequência, aumentam as desigualdades sociais devido ao princípio injusto do «vale tudo».

98 - O socialismo trouxe a degradação dos bons costumes. Acabou o respeito, aumentou a falta de educação, medrou a ordinarice.

99 - Não sou socialista porque o socialismo fomenta o endividamento familiar para dinamizar a economia. Contudo, além de não resolver o problema económico, provoca ainda danos familiares irreparáveis.

100 - O socialismo alimenta-se de dois tipos de repúblicas: a dos bananas e a dos sacanas.

 

Fonte: http://hispanismo.org/politica-y-sociedad/10237-porque-nao-sou-socialista-100-razoes-para-nao-ser-socialista.html


Documentário Agenda

Quem ainda não teve a impressão de que a nossa sociedade está a desmoronar e já nada funciona bem? Então, donde vêm as ideias que estão a destruir a nossa sociedade? Quem é que está a «mover os cordelinhos» para isto estar assim?

O documentário Agenda responde de forma clara.


25/09/2013

Cão no liberalismo e cão no socialismo

Cão no liberalismo e cão no socialismo

Um cão sem dono passa junto da grade metálica do jardim de uma casa. Do outro lado dos ferros, um outro cão vem cumprimentá-lo. Cheiram-se e começam a ladrar um com o outro.

Ladra o cão sem dono:

– Amigo, como a nossa vida é tão desigual! Ainda dizem que existe igualdade!

Responde o outro cão por entre os grossos ferros da grade:

– Tens razão, amigo. Quem me dera a tua vida! Nem sabes a sorte que tens em seres um cão livre!

– Como ladras tu que tenho sorte em ser livre? – contestou o cão sem dono. – Vê-se bem que não conheces a minha vida. Não admira: não te deixam sair daí para conheceres o mundo.

Olha, não vivo num paraíso. Quando quero comer, tenho de procurar comida. Se não puder comer comida melhor, desenrasco-me como posso. Quando estou doente, procuro umas ervinhas medicinais que sei que, pelo menos, não fazem mal nenhum. Se me quiserem abater ou prender num canil, fujo. Já tive vários donos (se é que os posso chamar de donos) e, quando que não estou satisfeito com um, mudo para outro. Já ouvi ladrar de cães mais espertos ou que têm mais sorte do que outros. Como sou muito respeitador dos bons costumes, tento não arranjar brigas com outros cães. Eles têm direito de se governarem, como eu. Somos todos diferentes e é assim que temos de viver. É a lei da vida!

Responde o outro cão por trás das grades:

– Pois, a mim, o dono só me deixa fazer o que ele quer. Raramente saio desta casa luxuosa, desta grande obra; mas, quando saio, vou preso com uma trela muito curta. O meu dono faz grandes festas em casa, mas só me dá a comida que me quer dar. Quando estou doente, só me leva ao veterinário se entender que vale a pena para ele, senão manda-me abater. Fui domado desde pequeno para ser mera propriedade dele e não tenho direito à minha individualidade. Sempre que ele pensa que me comporto de forma estranha, sou submetido a treino intensivo e a medicação para mudar a minha maneira de ser. Até a nossa reprodução é controlada pelos donos. Já ouvi o meu dono a dizer que estou a ficar velho e que me vai mandar abater. Só me resta esperar que não doa muito! Alguns nem essa sorte têm porque são abatidos quando ainda estão no útero das cadelas e outros são abatidos quando acabam de nascer… É a lei da morte!


10/09/2013

MANUAL DO SOCIALISMO

Manual do socialismo — História, ideologia e estratégias
O essencial que todos precisam de saber

Índice

  1. Introdução
    1. Pequeno dicionário
    2. Direita ≠ Esquerda
    3. O que é o socialismo?
    4. Fases do socialismo
  2. Raízes do socialismo
    1. Deturpação do cristianismo
    2. Processo revolucionário
  3. Socialismo utópico
  4. Socialismo «científico»
  5. Sociedade Fabiana (socialismo fabiano)
  6. Socialismo real
    1. Marxismo-leninismo
      1. Aspetos mais significativos do socialismo real
    2. Nacional-Socialismo
      1. Fascismo
      2. Socialismo árabe, africano, latino-americano…
  7. Revolução cultural
    1. Subversão ideológica
    2. Marxismo cultural
      1. Antonio Gramsci
      2. Teologia da Libertação
      3. Escola de Frankfurt
        1. Principais intelectuais da Escola de Frankfurt e respetivas obras / ideias
        2. Principais influências da Escola de Frankfurt

Ficheiro externo
Manual do socialismo - História, ideologia e estratégias. — Ficheiro PDF disponível AQUI ou AQUI, para descarregar e visualizar em modo de «tela cheia». Serve para fazer apresentações e palestras para grupos de estudo.

Pequeno dicionário

1
Introdução

Pequeno dicionário

  • Socialismo / comunismo = ideologia da esquerda.
  • Marxismo — Ideologia de Karl Marx e dos seus seguidores.
  • Ideologia marxiana — Ideologia do próprio Karl Marx.
  • Reacionário — Alcunha esquerdista para quem não alinha como revolucionário. Reação ≠ revolução.
  • Categorias de esquerdistas:
    • Secretário-geral / «Grande Timoneiro»;
    • Militantes e simpatizantes;
    • Camaradas e companheiros de viagem;
    • Idiotas úteis — Pessoas enganadas, utilizadas para fazerem a revolução cultural / subversão ideológica. São, normalmente, eliminadas na fase da ditadura socialista (contra a qual continuariam a lutar, considerando-a «fascista» ou de «direita»)!
  • Patrulhamento ideológico — Estratégia de destruição ideológica de opositores.
  • Teoria da conspiração — Na perspetiva esquerdista, designa as ideias e as estratégias que desmentem a esquerda.
  • Anti-intelectualismo / genocídio cultural — Prática esquerdista de destruição da restante cultura, para estabelecer a hegemonia da cultura de esquerda.
  • Centralismo democrático — Terminada a votação dentro do partido (só sendo admitidas ideias de esquerda!), é proibida a contestação ao que foi votado.
  • Fascismo / fascista:
    • Regime político do socialista italiano Benito Mussolini;
    • Alcunha atribuída pelos esquerdistas a tudo o que decidem combater. Outras alcunhas: reacionário, contrarrevolucionário, (extrema-) direita, capitalista, liberal, neoliberal, burguês, inimigo do povo, filisteu…
  • Politicamente correto — Estratégia para destruir qualquer oposição ao avanço do marxismo cultural.
  • Social-democracia — A nível internacional, é o nome da ideologia dos partidos socialistas designados sociais-democratas. (Ex.: SPD - Partido Social Democrata alemão.) (Em Portugal, esta designação não se aplica.)

Direita ≠ Esquerda

Esquerda = SINISTRA (em latim). > Sinistro, sinistralidade.

Direita — «estrada direita», «sentar-se à direita».


Na perícope do Juízo Final, os da DIREITA são os que vão para o Céu, e os da ESQUERDA são os que vão para o Inferno.

Na tradição cristã, a DIREITA é o caminho do bem e da luz, enquanto a ESQUERDA é o caminho do mal e das trevas.

A designação de «esquerda» no sentido político surgiu na época da Revolução Francesa. Como os apoiantes das ideias revolucionárias eram de trato difícil, acabaram por se sentar à esquerda do rei, e os restantes à direita.


O que é o socialismo?

Socialismo é um conjunto de ideologias e de estratégias para possuir o poder absoluto (mundial)
  1. Para ter o poder absoluto, é preciso destruir ou dominar todos os outros poderes. Só pode haver um absoluto!
  2. Para ter o poder absoluto, é preciso dominar a consciência e o comportamento das pessoas: derrubar a religião e a moral / ética e praticar engenharia social (mudança de mentalidades e de comportamentos).
  3. No socialismo, não há distinção entre certo e errado, verdade e mentira ou bonito e feio — o que interessa é o que ajuda ou prejudica a tomada do poder e a sua manutenção. A ideologia prevalece sobre a realidade!
  4. O socialismo é um messianismo político e uma mentalidade revolucionária (progressismo) — apregoa a rutura com o passado e o projeto de uma nova sociedade e de um «homem novo». Um revolucionário é um revoltado contra «tudo», menos contra ele próprio!

A moral socialista

«Se queremos aniquilar uma nação, devemos aniquilar antes a sua moral. Logo, esta nação cairá no nosso regaço como fruto maduro.»

«Usaremos o ‘idiota útil’ na linha da frente. Incitaremos o ódio de classes. Destruiremos a sua base moral, a família e a espiritualidade. Comerão as migalhas que caírem das nossas mesas. O Estado será Deus.»

(Vladimir Ilitch Lenine)

«A civilização só pode ser salva pela revolução socialista. Para realizar essa transformação completa, o proletariado necessita de todas as suas forças, de toda a sua determinação, de toda a sua audácia, de toda a sua paixão implacável. Sobretudo, deverá estar totalmente liberto das ficções da religião, da ‘democracia’ e da moral transcendental, que são outras tantas cadeias forjadas pelo inimigo para o dominar e o reduzir à escravidão. Só é moral aquilo que prepara o proletariado para o derrube total e definitivo da bestialidade capitalista, e nada mais. A salvação da revolução — eis a lei suprema.»

(Lev Trotsky, Moralistas e sicofantas contra o marxismo)


Fases do socialismo

1.ª 2.ª 3.ª
Revolução Ditadura Comunismo
Estratégia 1:
  • Revolução armada;
  • guerrilha;
  • golpe de Estado…
Estratégia 2:
  • Subversão ideológica;
  • revolução cultural;
  • guerra psicológica;
  • guerra de posições / ocupação de espaços;
  • engenharia social / transformação social…
  • Ditadura do proletariado;
  • ditadura democrática;
  • Estado operário;
  • normalização;
  • hegemonia;
  • Governo mundial;
  • Estado federal mundial;
  • nova ordem mundial;
  • consenso…

Fase (nunca atingida) em que o Estado se dissolveria e deixaria de existir.

Superação da divisão da sociedade em classes.

Propriedade coletiva dos meios de produção.

– Promessa de um futuro paradisíaco na terra, que continuará sempre a ser futuro!


Apenas alguns autores esquerdistas...

Adolph Abramovich Joffe (1883-1927), Agildo Barata (1905-1968), Ahmed Messali Hadj (1898-1974), Albert Einstein (1879-1955), Alexandra Kollontai (1872-1952), Alexei N. Leontiev (1904-1979), Álvaro Cunhal (1913-2005), Amadeo Bordiga (1889-1970), Anastas Mikoian (1895-1978), André Breton (1896-1966), Andrei Zhdanov (1896-1948), Andreu Nin (1892-1937), Anton Pannekoek (1873-1960), Antonio Gramsci (1891-1937), Arthur Ramette (1897-1988), Astrojildo Pereira (1890-1965), Carlos Marighella (1911-1969), Chris Harman (1942-2009), Clara Campoamor (1888-1972), Clara Zetkin (1857-1933), Daniel Bensaid (1946-2010), Daniel de Leon (1852-1914), Daniel Guérin (1904-1988), David Riazanov (1870-1938), Diógenes Arruda (1914-1979), Dolores Ibarruri (1895-1989), Duncan Hallas (1925-2002), Edward Palmer Thompson (1924-1993), Emilian Iaroslavski (1878-1943), Enver Hoxha (1908-1985), Ernest Mandel (1923-1995), Ernesto Che Guevara (1928-1967), Errico Malatesta (1853-1932), Evgeny Pashukanis (1891-1???), Friedrich Engels (1820-1895), Fúlvio Abramo (1909-1993), Georg W. Friedrich Hegel (1770-1831), George Novack (1905-1992), Georgi Mikhailovich Dimitrov (1882-1949), Gracchus Babeuf (1760-1797), Gueórgui Malenkov (1902-1988), Guiorgui V. Plekhanov (1856-1918), György Lucáks (1885-1971), Helmut Wagner (1904-1989), Henri Wallon (1870-1962), Henryk Grossman (1881-1950), Herbert Marcuse (1898-1979), Hermínio Sacchetta (1909-1982), Ho Chi Minh (1890-1969), James Connolly (1868-1916), James Patrick Cannon (1890-1974), Jean Van Heijenoort (1912-1986), Jean-Paul Sartre (1905-1980), Joanny Berlioz (1892-1965), João Amazonas (1912-2002), Joaquim C. Ferreira (1913-1960), John Reed (1887-1920), Jorge Abelardo Ramos (1921-1994), Jorge Enea Spilimbergo (1928-2004), José Carlos Mariátegui (1894-1930), Joseph R. Starobin (1913-1976), Joseph V. Stalin (1879-1953), Karl Kautsky (1854-1938), Karl Korsch (1886-1961), Karl Liebknecht (1871-1919), Karl Marx (1818-1893), Klement Gottwald (1896-1953), Kliment Vorochilov (1881-1969), Lavrentiy Beria (1899-1953), Lazar Kaganovitch (1893-1991), Leon Trotsky (1879-1940), Leonid Brezhnev (1906-1982), Lev Vygotsky (1896-1934), Liu Chao-Tsi (1898-1969), Louis Althusser (1918-1990), Lucien Sève (1926-...), Luiz Carlos Prestes (1898-1990), Mao Zedong (1893-1976), Marguerite Bonnet (1920-1965), Maurice Thorez (1900-1964), Maurício Grabois (1912-1973), Maxim Saburov (1900-1977), Mikhail Bakunin (1814-1876), Mikhail Ivanovich Kalinin (1875-1946), Mikhail Pervukhin (1904-1978), Mikhail Suslov (1902-1982), Molotov (1890-1986), Nadezda Krupskais (1869-1939), Nahuel Moreno (1924-1987), Natalia Trotsky (1882-1962), Nikita Khrushchev (1894-1971), Nikolai Bukharin (1888-1938), Nikolai Bulganin (1895-1975), Ossip Piatnitsky (1882-1938), Otto Rühle (1874-1943), Palmiro Togliatti (1893-1964), Paul Lafargue (1841-1911), Paul Mattick (1904-1981), Pedro Pomar (1913-1976), Pierre Bruoué (1926-2005), Rajani Palme Dutt (1896-1974), Rosa Luxemburgo (1871-1919), Salvador Allende (1908-1973), Samora Machel (1933-1986), Ta ThuThau (1906-1945), Victor Serge (1890-1947), Vladimir I. Lenine (1870-1924), etc..


Raízes do socialismo

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Raízes do socialismo

Quem foi o primeiro esquerdista / socialista?

«Para que não esqueçamos pelo menos um reconhecimento por cima do ombro ao primeiro verdadeiro radical de todas as nossas lendas, mitologia e história (e quem é que sabe onde a mitologia termina e a história começa — ou qual é qual?), o primeiro radical conhecido pelo homem que se rebelou contra a ordem estabelecida e fez isso de forma tão eficaz que ganhou pelo menos o seu próprio reino – Lúcifer.»

(Saul D. Alinsky, Regras para radicais, 1.ª edição)

«Vós sois do pai Diabo, e quereis satisfazer os desejos do vosso pai. Ele era homicida desde o princípio, e não estava na verdade, porque não há verdade nele. Quando fala mentira, fala do que lhe é próprio; porque é mentiroso e pai dela.»

(Jo 8, 44)

«A arte de enganar as massas, a fazer as coisas na própria desvantagem delas e a fazê-las acreditar que é ‘a vontade do povo’, é tão antiga como a própria humanidade. (…)

500 anos antes de Cristo, o estratega militar chinês Sun Tzu formulou o princípio de subversão desta forma:

'1. Cubra com o ridículo todas as tradições válidas no país do seu oponente.

2. Implique os líderes deles em matéria penal, e entregue-os ao escárnio da sua população na hora certa.

3. Interrompa o trabalho do Governo deles por todos os meios.

4. Não afaste o auxílio dos indivíduos [socialmente] mais baixos e mais desprezíveis do país do seu inimigo.

5. Espalhe desunião e disputa entre os cidadãos.

6. Vire o jovem contra o velho.

7. Seja generoso com promessas e recompensas aos colaboradores e cúmplices.'»

(Tomas D. Schuman, Carta de amor à América)


Deturpação do cristianismo

O socialismo é uma «fotocópia» deturpada do cristianismo, principalmente da religião católica, em vários aspetos:

  • A vinda do Messias / Cristo, o Salvador da humanidade – o Estado-providência, que «resolve» todos os problemas da sociedade.
  • A promessa de um paraíso futuro, pelo qual é preciso «lutar» durante a vida – a «causa socialista» e a «nova sociedade».
  • Deus (a «ciência», a «democracia», o partido / Estado, a «causa socialista») como fonte da verdade.
  • Unidade da Igreja Católica (o partido / Estado).
  • A Igreja como «corpo místico» de Cristo – o «homem coletivo».
  • A submissão à vontade de Deus (o partido / Estado) como sendo liberdade.
  • A excomunhão dos «membros» prejudiciais à Igreja – expurgos.
  • A posse comum dos bens (ordens religiosas) – o comunismo.
  • O «homem novo».
  • O clero (o partido / a nomenclatura / o politburo) e os leigos (as massas).
  • Etc..

Processo revolucionário

  • Gnosticismo: a ideia de que o mundo é mau e de que a libertação se faz por um «conhecimento» superior — negação da realidade e fuga para a ideologia.
  • Renascimento: «O homem é a medida de todas as coisas». (Qual homem? — O rei, o príncipe…).
  • Protestantismo.
  • Monarquias absolutas, despotismo iluminado e mercantilismo.
  • Sociedades secretas (maçonaria, illuminati…) e ocultismo.
  • Liberalismo francês: «razão» vs. realidade.
  • Revolução Francesa (1789) (Robespierre — Napoleão).
  • Filosofia alemã (Kant, Hegel, etc.).
  • Ideologias cientificistas e determinismo social (darwinismo, positivismo…).